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quinta-feira, 20 fevereiro 2025 07:04

Moçambique: Projecto PREDIN alcança apenas 30% de execução devido a falhas na coordenação

Imagem ilustrativa. Imagem ilustrativa.

O Programa de Resiliência e Desenvolvimento Integrado do Norte de Moçambique (PREDIN), que recebeu um investimento de 2 bilhões de dólares, está a enfrentar sérias dificuldades na sua implementação, alcançando apenas 30% de progresso após três anos de atividades.

Com uma duração de cinco anos, o projeto visa impulsionar o desenvolvimento e a resiliência nas províncias do norte do país, incluindo Cabo Delgado, Niassa e Nampula. No entanto, falhas na coordenação entre diversos parceiros responsáveis têm comprometido o andamento das ações planejadas.

A revelação foi feita pelo Presidente Executivo da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), Jacinto Loureiro, em declarações a imprensa, durante um evento realizado em Pemba, capital de Cabo Delgado, nesta terça-feira, 18 de fevereiro.

O evento teve como objetivo divulgar as novas atribuições da ADIN, bem como os mecanismos de coordenação revisados, alinhados à aprovação do Decreto nº 85/2024, que reformula o Decreto nº 9/2020 e estabelece novas diretrizes para o funcionamento da agência.

“O PREDIN é um projeto com um investimento substancial de 2 bilhões de dólares, aproximadamente 2 mil milhões de meticais, mas a execução está a apenas 30%. Embora tenha o apoio de vários parceiros, a falta de uma coordenação eficaz entre as agências responsáveis é o principal obstáculo para o progresso”, afirmou o Presidente da ADIN.

O projeto envolve diversas iniciativas nas áreas de infraestrutura, agricultura e capacitação, com o objetivo de promover a estabilidade e o desenvolvimento nas regiões do norte de Moçambique, que enfrentam desafios significativos, como a insurgência armada e dificuldades econômicas. No entanto, três anos após o seu lançamento, o progresso de apenas 30% evidencia as dificuldades de alinhamento e colaboração entre as entidades envolvidas.

O Presidente Executivo da ADIN fez um apelo para a aceleração da execução dos projetos, observando que alguns apresentam um índice de execução inferior a 5%.

“É urgente que aceleremos a implementação de certos projetos, que estão paralisados ou com um progresso muito lento, alguns projectos estão com execução financeira de 5 %. Como ADIN, estamos a trabalhar incansavelmente para garantir que o desenvolvimento da região norte seja mais eficiente e que a população possa sentir os impactos positivos”, acrescentou.(x)

Por: Bonifácio Chumuni

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