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quinta-feira, 03 abril 2025 13:23

Cabo Delgado: Sobe de três para seis o número de mortos em ataques terroristas em Ancuabe

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A manhã da última quarta-feira, 02 de Abril de 2025, trouxe informações actualizadas sobre os ataques terroristas que ocorreram no dia 31 de Março de 2025, em várias aldeias do distrito de Ancuabe, Cabo Delgado. A Zumbo FM Notícias, que inicialmente relatou o assassinato de três pessoas na aldeia de Nnonia, teve acesso a novas fontes que indicaram um número crescente de vítimas. As novas informações apontam para mais três mortes, totalizando seis vítimas fatais, entre elas dois civis e um membro da força local, além de relatos de destruição de várias casas e uma escola.

Os primeiros relatos que chegaram à redacção da Zumbo FM Notícias indicavam que, no início dos ataques, três pessoas foram mortas na aldeia de Nnonia, incluindo dois civis e um membro da força local. No entanto, as fontes confiáveis da nossa redacção confirmaram que o número de vítimas aumentou, com mais três pessoas mortas, ainda dentre elas, dois civis e um membro da Força Local o que totaliza seis mortos. Além disso, as informações mais recentes indicam que casas e uma escola foram destruídas nos ataques.

Segundo uma das fontes da Zumbo FM Notícias, e morador de Ungura relatou:

"Ontem eu ouvi que naquele lado de Ungura morreram duas pessoas. Só que quando mataram aquelas pessoas, estava a levar uma pasta lá dentro da casa dele e logo, quando descobriu, deixou essa pasta e ele não deixava aquela pasta. Ele levou a arma dele e logo apontou aquele senhor, e morreu ontem. No total, cinco pessoas morreram. Simples."

Outra fonte mencionou a situação em Nanjua, acrescentando:

"Eeeh, não estamos aqui bem! Essas que ouvi... ouvi de outra parte ao contrário. Ouvi sim que alguém que chegou estava a assistir ao jogo, e ouvi que aquela tropa já ficou aqui mesmo em Nanjua. Só que o resultado principal ainda não conhecemos, porque ainda não amanheceu. Eu estou aqui no mercado, só que não passei dali para ir ver lá."

Relatos contraditórios também surgiram sobre a atuação das forças de segurança, incluindo a presença de militares estrangeiros e a falta de uma resposta efetiva no terreno.

Uma fonte relatou sobre a passagem de tropas ruandesas pela estrada em Montepuez:

"Ruandeses ainda, só que passavam no lado de Montepuez e pararam pela estrada, mas lá para 18 horas, assim. E os polícias estão a passear só aqui mesmo na rua, ainda não se começou a trabalhar. Militares não chegaram, ainda nas ruas que eu ouço, porque ouvi essas pessoas quando chegava aí. Não ouvi pela estrada, ouvimos pelo dentro da aldeia, onde que vive, onde que saiu ainda não sabemos. Essa situação, só ouvimos recomendação."

Em relação aos esforços para apoiar as vítimas e os deslocados, uma outra fonte comentou:

"Não! Só que estava a entrar aqui mesmo até agora está se fazendo registo, para se dar qualquer coisa, para fazer tendas para aquelas pessoas que vieram sem casa. Pelo menos a pessoa ter lona para poder ficar em casa dela."

Informações contraditórias também surgiram sobre os possíveis confrontos entre grupos locais e os terroristas. Uma das fontes relatou um confronto entre os membros do grupo Al-Shabaab e os habitantes da aldeia de Ungura:

"Esses homens que estão a criar pânico aqui, só ouvi ontem, não sei, são boatos. Estavam a lutar homem com homem, na aldeia de Ungura, Alshababes, o povo e Namparamas estavam a lutar. Não sei se é boato, mas aqui é isso que aconteceu."

Outra fonte indicou que os terroristas teriam avançado para a aldeia de Mione, onde um membro da força local foi morto:

"Soque estou a ouvir que já atravessaram aquele rio de Sadique, estão em direção onde mataram um membro da força local no Mione. Morreu mal ele, lhe esfaquearam com flesh com o povo e quando lhe esfaquearam, usaram um bambo e começaram a lhe aumentar mais."

Em relação à destruição material, uma outra fonte afirmou:

"Aldeia de Ungura não, só na Mihecane e Nnonia, é onde estragaram e queimaram muitas casas. Eu ainda não ouvi que mataram, mas talvez com as pessoas que estão lá saibam, só que as pessoas que estavam raptadas já foram libertadas e avisaram que a volta não podemos encontrar ninguém."

Relatos de destruição de escolas também foram confirmados, mas com informações ainda imprecisas sobre a extensão dos danos. Uma das fontes mencionou:

"Ouvi que escola também queimaram, mas não sei bem bem. No Mihecane não fizeram muita maldade, No Nnonia queimaram casas, mas não sei quantos."

A Zumbo FM Notícias procurou, ainda, esclarecimentos oficiais.

O Chefe das Operações da Força Local, César Cacita, foi contactado, mas não compartilhou detalhes sobre os ataques, dizendo que sua equipe ainda estava no terreno investigando a situação.

O Administrador de Ancuabe, Belmiro Casimiro, também se recusou a comentar sobre os ataques.

O Governador da Província de Cabo Delgado, Valige Taubo, também procurado pela nossa equipe, informou que precisava chegar ao distrito de Ancuabe para, assim, fornecer informações detalhadas sobre os ataques, conforme relatado pela população local.

Enquanto as autoridades ainda tentam apurar os detalhes dos ataques que assolaram Cabo Delgado, a população continua a viver sob constante ameaça. (x)

Por: Zumbo FM Notícias

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